quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tu

Tu,
Não és tu,
Que ainda ontem me olhavas,
Enfeitiçavas, com esses olhos
Profundos e belos…
Encantavas
Com a mistura dos sentimentos mais singelos

Sou sim eu,
Que me libertei das amarras desse amor
Aconchegado por sentimentos de rancor
Sou sim eu,
Que á penumbra
Prefiro a doce e ignorante escuridão
Pois ela não me alimenta
 este amor de perdição

Não és tu,
Tu, cujo olhar tem tamanha beleza
Que me ilumina no caminho da incerteza
Tu,
Que teus lábios
 cantam o mais belo pranto,
Qualquer outra tentação?
Insignificante…

Mas sim eu…
que não te quero mais!
Oh! Doce e ignorante escuridão,
Leva-me,
Para onde o silêncio é razão
Afasta-me, deste amor de perdição!
Sou sim eu
Que isto não sinto,
Sou sim eu,
Que minto…


Filipe Fernandes

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