Debruço-me sob ideias opostas
Lembranças de futuro
Projecções de passado
Tentando construir e derrubar o muro
No gesto mais ousado
Partilho-me entre dois,
A luz e a escuridão,
Sem penumbra…
Em rostos idílicos que me aprisionam,
Faz me olhar para trás
E não conhecer a minha sombra
Esta dicotomia que me divide,
Não entre o bem e o mal
Mas entre o eu e o eu, progride
Enquanto espero por um sinal
Que não vem.
E é assim que fico aquém
De duas possibilidades extremas,
Nulas entre si,
Pois formam no meio, eu
Nada…
É assim que te digo,
Que não sei quem sou
Só espero que tu saibas
Pois nada pior que ser
Um conjunto de nadas…
Filipe Fernandes
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