terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Saudade

A noite gélida traz-me de volta a este lugar
Onde não me sei encontrar
Entre sorrisos antigos e olhares indiferentes
Afogo-me num mar de gestos displicentes

Já não te vejo em mim como via outrora
Nas juras do tempo infinito, passou da nossa hora
Também já não me vejo em mim,
Não sei quem sou
A destruição é o meu único dom

Perdido assim,
Sem nós…
Fica só a minha voz
Não é que te queira a ti,
Mas tenho saudades de mim

Filipe Fernandes

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